quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Animação Perceptual

A partir das minhas sensações na Loja do Naninho, a qual pude conhecer melhor na performance pois percorri mais comodos que os outros colegas do grupo, fiz essa animação 3D no SketchUp 

domingo, 4 de setembro de 2011

Escolha da casa e Performance - Bichinho

Depois do primeiro dia que foi dedicado a percorrer o vilarejo, conhecendo-o e escolhendo três edificações que fosse possível a realização da performance e da intervenção; foi possível ter mais contato com a população e ficar mais intimo de sua arquitetura. 

Os croquis a cima são duas das três casas escolhidas pelo meu grupo no passeio em Bichinho.

A casa escolhida para a nossa performance foi a Loja do Naninho que faz bonecos e artesanatos de madeira, localizada na rua principal.

 

Croquis feito por mim, da casa que escolhemos pra performance e pra intervenção na próxima visita.

Com a escolha da casa feita, partimos para elaborar a nossa performance. A partir do estudo sobre Parkour, Flaneur, Deriva e Flashmob  e de nosso meio cultural, procuramos explorar os conceitos de público e de privado, como eles dialogam entre si, como rompemos a sua barreira; a curiosidade que as casas nos passam ao olharmos e como o corpo sente o espaço arquitetônico.
A partir dai cada membro do grupo vai para um canto da casa. O Pedro, que sai primeiro, tenta passar a ideia de superação de barreiras, mesmo que imaginarias, entre o público e o privado; a Elisa e a Ingrid que entram posteriormente transmitem a sensação que o corpo tem no espaço, superando barreiras e agindo com  intensidades diferentes; a Tania entra pela entra da casa com um ritmo, explora ela por dentro, deixando quem ve a performance curioso pra saber o que tem la dentro; eu e Agnes (criança, neta da dona da casa) ajudamos o Pedro a superar a barreira mais forte (semi-privado para o privado) entrando na loja com um ritmo acelerado, fazemos a mesma coisa que a Tania, só que no sentido contrário; e por ultimo entra o André, que mesmo com a barreira rompida entre os meios público e privado, estranha ao entrar na loja; o André e Pedro mostrar que os dois meios estabelecem um diálogo ao trazerem o banco de dentro da loja para a calçada.


BICHINHO (Vitoriano Veloso) - Minas Gerais

O distrito de Vitoriano Veloso (Bichinho) pertence a cidade de Prados desde 1938, e é conhecido também pelo sugestivo nome de “Bichinho”, um povoado que se formou com a descoberta de ricas lavras de ouro nos princípios do século XVIII. O nome atual é uma homenagem ao inconfidente Vitoriano Gonçalves Veloso, negro, escravo alforriado e alfaiate que nasceu e viveu na região. Ele era vizinho e compadre de D. Hipólita, a única mulher a participar ativamente no movimento revolucionário (Inconfidência). A Igreja de Nossa Senhora da Penha (foto acima) revela as origens setecentistas do distrito. Sua construção foi iniciada por volta de 1732, sendo concluída somente em 1771. As torres foram acrescentadas no início do século XX. Sua fachada simples não evidencia a riqueza de seu interior, dominado por belíssimas pinturas em estilo rococó. A ornamentação pictórica é atribuída a Manoel Victor de Jesus, que soube valorizar, sobretudo, os forros e púlpitos da igreja. Hoje, o povoado é uma seqüência de casas antigas que servem tanto como residências quanto como oficinas, ateliês, lojas de artesanatos. Sem falar na produção artesanal de doces, tradição que é passada de geração em geração (foto a cima) Bichinho se orgulha de ser uma das grandes concentrações de artesãos do Circuito Trilha dos Inconfidentes. A criatividade e simplicidade desses artesãos chamam a atenção dos visitantes. As peças e pinturas nascem do aproveitamento de material de demolição, madeira, ferro, lata, plásticos e tecidos de algodão. A qualidade das peças é que garantem as exportações para vários estados do país e até para o exterior. Móveis, telas, bordados, fuxicos, crochês, tapetes, esculturas e adornos em geral estão por toda a parte. O histórico povoado fica a 7km de Tiradentes, com acesso pela estrada de terra que liga esta cidade a Prados (12km) e que proporciona um visual encantador da Serra de São José.
foto e texto: bichinho.net

A proposta de irmos para Bichinho para iniciarmos a nossa percepção da arquitetura foi uma ótima ideia. A princípio não sabíamos o que nos esperava e o que teríamos que fazer; a viagem que a turma fez com os professores de Introdução ao Projeto possibilitou uma outra visão de mundo, que poucos tem.
Chegar em um vilarejo, que não pega celular, que mal passa ônibus nas ruas sem ser a principal, tirar seus habitantes de uma rotina e que parou no tempo, é uma experiencia que só quem vai a Bichinho sabe. Lá você desconecta do restante do mundo e passa ter outras experiencias... as horas não passavam, a rotina de trabalhos e de reuniões fizeram que todos nós sentíssemos o local em todos os aspectos.
Apreciar uma arquitetura parada no tempo exige olhos bem atentos, mais que isso, exige que nosso corpo sinta o espaço. E esse foi o enfoque dessa primeira viagem: PERCEPÇÃO DO ESPAÇO COM O CORPO.
 A partir de performances propostas pelos professores começamos a dialogar com o espaço do vilarejo de forma mais intensa, seja pela proporção de uma fila de pessoas ao tamanho da rua principal de Bichinho ou pela performance que cada grupo desenvolveu em uma casa. Além disso, os croquis que fizemos possibilitou que tivéssemos olhos mais atentos aos detalhes que quando tiramos uma foto  passam desapercebidos.
Tanto as performances, quanto as atividades de croquis fizeram com que a turma se aproximasse, coisa que antes não tinha acontecido.

Viver uma rotina diferente, ter contato com um povoado com costumes bem diferente dos nossos, fazer trabalhos que até então não imaginávamos fazer, começar a  ver arquitetura com outros olhos e conhecer ainda mais seus colegar de sala, proporcionou uma viagem rica de lembranças boas.